Marco Zero 2

Marco Zero 1

Marco Zero


Meu sonho
	
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	Natal! No nosso lado do mundo percebemos
	Que algo diferente está acontecendo,
	Que uma verdadeira “epidemia de amor” contaminou
	Todos, de qualquer idade, de qualquer lugar,
	Levando-os a enfeitar suas casas, a comprar presentes,
	A ser mais tolerantes, a ser mais solidários, a sorrir.

	Quisera que o Natal fosse todos os dias do ano
	E que o "Espírito de Natal" fosse possível para todos.
	Quisera que a alegria do Natal fosse contagiante
	E que essa “epidemia de amor” ficasse para sempre
	Pairando sobre o mundo, sobre todos seus habitantes.
	Quisera que crenças e diferenças não mais existissem.

	Quisera que cada ser pudesse acordar ao amanhecer
	De cada dia... com a certeza de que seu dia seria feliz,
	Independente de sua raça, de sua condição financeira.
	Independente de sua condição física, de sua crença.
	Quisera que o "Espírito de Natal" se manifestasse
	Soberanamente para todos os seres da terra.

	Quisera que cada ser pudesse acordar de manhã
	Com a certeza de que ele era único, importante.
	Que todos o amavam, que todos o respeitavam.
	Que ele só teria razão para sorrir, porque era feliz.
	Que ele ficasse feliz em ver os outros felizes...
	Em ver que o mundo era solidário, justo...

	Sei que meu sonho é possível, mesmo eu sendo apenas
	Um minúsculo grão de areia à mercê do vento,
	Quando me ajunto a você, a cada ser da terra,
	Para acreditar ser possível um mundo melhor...
	Se o deserto surge da junção de grãos de areia,
	Então a soma de nossos sonhos podem mudar o mundo. 
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Rodolfo Lopes ___________________________________________________________________________________________
escrito em 22 de dezembro de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do "NATAL" ___________________________________________________________________________________________

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Meu espelho
	
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	Quando eu era criança e observava meu pai,
	Eu via no aqui e agora como eu seria no futuro,
	Qual seria minha aparência, minha maneira de ser,
	Espelhando-me nele porque ele era o meu herói.

	Quando eu cresci um pouco mais, e era jovem, adolescente,
	Eu passei a achar que meu pai fazia tudo errado,
	Que ele estava ultrapassado, parado no tempo.
	Meus heróis estavam por aí, no mundo, e não mais era ele.

	Quando me tornei adulto e fui enfrentar o mundo real,
	Constituir família e trabalhar para sustentá-la, e a mim,
	É que voltei a prestar atenção nele, a entendê-lo melhor:
	Hoje sei que ele nunca deixou de ser meu herói, meu espelho.
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Rodolfo Lopes ___________________________________________________________________________________________
escrito em 12 de agosto de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do "Dia dos Pais" ___________________________________________________________________________________________

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Uma palavra... um olhar
	
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	Uma palavra,
	um gesto,
	um sorriso,
	um olhar...

	E, de novo, está o coração apaixonado.
	A razão se desfaz, a insensatez toma conta
	Porque a paixão é inconseqüente, avassaladora.
	E domina por completo todo o nosso ser.

	O desejo,
	o estar-junto,
	a entrega,
	o aconchego,

	É o desejo de possuir e de ser possuído,
	De sempre ter o objeto do desejo: o outro ser.
	De poder estar sempre junto, de encantar-se...
	Mas paixão não é amor, ainda não sublimou...

	A ausência,
	a renúncia,
	a submissão
	a servência...

	Paixão só se torna em amor quando a felicidade
	Do ser amado é mais importante que a nossa própria,
	Quando abrimos mão de nossa individualidade por ele...
	Só então a paixão se transmuta em amor puro, eterno.
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Rodolfo Lopes ___________________________________________________________________________________________
escrito em 12 de junho de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do "Dia dos Namorados" ___________________________________________________________________________________________

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Há que ser MULHER!
	
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Há que ser como as borboletas,
leves, soltas, mas sempre lindas,
apenas seguindo o caminho do vento,
alheias a de onde ele veio, para onde ele vai.

Há que ser como o vento, invisível,
que sempre sinto, seja ele sutil, inconseqüente,
ou então determinado; o que chega sem aviso,
quase imperceptível, ou então fazendo muito barulho.

Há que ser como os raios de sol, dourados,
os que surgem depois de uma tempestade
que acabou de lavar o mundo, lavar a alma,
para lembrar que a beleza está acima de tudo.

Há que ser como aquela flor, a mais singela,
imperceptível para muitos, mas tudo para alguém.
Uma simples troca de olhares, e o amor aflora.
Ele não mais saberá viver sem seu perfume.

Há que ser sempre este ser ímpar, desejado,
que torna este mundo mais agradável,
com sua dedicação, sua abnegação, seu carinho...
Há que sempre ser AMOR! Há que ser MULHER!
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Rodolfo Lopes ___________________________________________________________________________________________
escrito em 08 de março de 2007 e publicado aqui no mesmo dia por ocasião do "Dia Internacional da Mulher" ___________________________________________________________________________________________

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Uma Criança Nasceu
	
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	Uma criança nasceu!
	Espero que tenha sido o Cristo do Amor
	que veio ao mundo uma vez mais,
	conclamando-nos a sermos irmãos,
	conclamando-nos a praticarmos o perdão,
	a elegermos a solidariedade e a caridade do cuidar
	como os valores maiores da vida,
	não a caridade da esmola, efêmera, fria,
	da fuga da consciência, aquela que nada acrescenta,
	mas sim a caridade do amor, o amor incondicional,
	o verdadeiro amor, aquele que Cristo nos ensinou.

	Uma criança nasceu!
	Foi um novo ano que teve início.
	Ele já trouxe em si o DNA do antecessor:
	Trouxe a violência, trouxe o desamor,
	Trouxe a incompreensão, o preconceito,
	a intolerância racial, política, econômica, religiosa.
	Já nasceu promovendo guerras,
	Guerras que se justificam na intolerância religiosa,
	Guerras que atribuem a Deus sua motivação
	de dominação, de imposição, de subjugação!
	Quando a humanidade irá abandonar o desamor?
	Quando a humanidade irá nos trazer a Paz e o Amor?

	É preciso mudar!
	É preciso repensar o mundo! 
	Qualquer mudança só pode acontecer
	quando começarmos a mudar nós mesmos.
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Rodolfo Lopes _________________________________________________________________________________
escrito em 03 de janeiro de 2007 e publicado aqui no dia 05 de janeiro de 2007 _________________________________________________________________________________

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